Em épocas de morbidez sentimental
Até o cerebro parece preguiçoso
Já que a poesia, para ser concebida
Precisa do casamento dessas duas faculdades...
Com o perdão dos que a mim vem
O tempo também não me é aliado...
E não me contento com dizeres forçados
Assim como acho que não gostem também...
Fico quieto por estes minutos
Já que a relação não está funcionando
Já que o caminhar tem se tornado, por demais, seguro
E já que a vida vem tomando rumos cada vez mais certos...
O que preciso é do perigo
É do não saber, da tristeza, da insegurança...
Quando tudo está muito certo
A emoção me deixa, e caminha em outra vizinhança.
Mas é certo que ela volte
Nem que eu tenha que me atirar ao abismo
Nem que corra leguas ao seu encontro
Ou que eu tenha que dar ouvidos à escorregadia sorte
Quando o teto for de estrelas
E o calçado, o descalço
Quando a roupa for o pelado
E quando o destino forem as estradas...
Darei o meu sangue, o suor e este presente sacrificio
A dor, enfim, ganhará sentido
E todo este torpor que eu tenho sentido
Findará, como uma carta de adeus...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
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2 comentários:
Algo muito, muito semelhante com o que eu tenho sentido esses dias..
faço das suas minhas palavras, porque dizem o que penso porém são mais poeticas e bonitas do que diria em sonho.
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